Manifesto: o olhar que cura
Dizem que para observar aves é preciso silêncio. Eu aprendi que, na verdade, é preciso escuta
Não observo pássaros apenas para registrar sua beleza, mas para me reconhecer neles. No meio da mata, entre as árvores e o céu, encontrei a cura que o ruído do mundo tentou me tirar. Ali, o tempo não é contado em horas, mas em batidas de asas e encontros inesperados.
Minha fotografia é um convite para o Entrevoo. Aquele instante sagrado de suspensão onde nada mais importa a não ser a presença. É o meu modo de compartilhar a paz que a floresta me sopra todos os dias.
Acredito que intersomos: humanos, aves, flores e solo formam um único tecido vivo. Ao olhar para estas imagens, não veja apenas um ser de outra espécie. Veja um espelho. Sinta o fôlego da vida que nos une.
Seja bem-vindo ao meu mundo. Que este registro possa ser, para o seu dia, o que a mata é para a minha alma: um lugar de retorno e de paz.









